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Notícias e Eventos

[EVENTO URGENTE] Presidente do Paraguai apresentou renúncia após crise bancária no país

No dia 05 de novembro, o então presidente do Paraguai, Santiago Peña (2023-2026) apresentou uma Carta de Renúncia para a Câmara dos Deputados. Peña declarou tomar a decisão pensando “na estabilidade de nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas”. Todavia, o presidente é acusado de ter sido conivente com a quebra do Ueno Bank e, devido à crise bancária decorrente, o Congresso do país já havia dado os primeiros passos para realizar uma votação pelo seu impeachment e do vice-presidente, Pedro Alliana. A Câmara não aceitou a renúncia de Peña e optou por dar segmento ao processo de impeachment, que teve votação unânime. Por sua vez, o processo de Alliana foi rejeitado, de maneira a assumir a presidência interina do Paraguai.

As acusações contra Peña envolvem, dentre outras, conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários. A crise bancária se originou pela atuação do Banco Ueno, que foi liquidado pelo Banco Central no dia 03 de novembro. Foi identificado que havia insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, oriundas de empréstimos concedidos para empresas que possuíam vínculos com a instituição bancária. O banco deixou cerca de 2,9 milhões de clientes sem acesso a suas contas, que posteriormente foram fechadas. A consequência foi uma mobilização massiva de milhares de pessoas que exigiam a devolução de seu dinheiro e a responsabilização dos responsáveis. Peña chegou a ser acionista do grupo proprietário do banco até março de 2025. Preocupações com a confiabilidade no sistema financeiro do país aumentaram no dia 04 de novembro, quando começaram a circular relatos sobre falhas em aplicativos de outros bancos.

Texto escrito por Stephanie Braun Clemente.

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