• novembro 27, 2018

    SEMINÁRIO OPSA 15 ANOS

    No dia 9 de novembro de 2018 foi realizado o “Seminário OPSA 15 anos – América do Sul em debate: perspectivas dos últimos 15 anos”. O evento contou com conferência de abertura do Embaixador Celso Amorim, além de diversas mesas de debates com professores convidados, muitos deles ex-pesquisadores do OPSA. Em sua mesa final, foi realizada uma homenagem surpresa à coordenadora do OPSA Maria Regina Soares de Lima.

  • novembro 22, 2018

    Lançamento do Boletim Opsa – Nº3 – Julho – Setembro (2018)

    Está no ar a terceira edição do Boletim Opsa, referente aos meses de Julho a Setembro de 2018. A edição completa pode ser acessada logo abaixo:

    O Boletim OPSA reúne análises sobre acontecimentos de destaque na conjuntura política da América do Sul e tem periodicidade trimestral. A publicação é composta por editorial e textos dirigidos a leitores que querem ter acesso rápido a informações de qualidade sobre temas contemporâneos. As fontes utilizadas para sua confecção são resumos elaborados pelos pesquisadores do OPSA com base nos jornais de maior circulação em cada um dos países e documentos de autoria de pesquisadores ou agências independentes que complementam as informações divulgadas pela imprensa.

     

  • novembro 8, 2018

    Seminário OPSA 15 ANOS – América do Sul em Debate – Perspectivas dos últimos 15 anos

     

    Convidamos a todos para, no próxima dia 9 de novembro, a partir das 09 horas da manhã, participarem do evento comemorativo dos 15 anos do Observatório Político Sul-Americano – OPSA.

    Na Palestra de abertura, além da direção do IESP e da Coordenadora do Laboratório, professora Maria Regina Soares de Lima, está confirmada a presença do Embaixador Celso Amorim, que debaterão sobre o tema “Uma década e meia de transformações: a América do Sul e a importância da Pesquisa Acadêmica sobre a região.

    A entrada é aberta ao público e a imprensa e não necessita de inscrição prévia. O IESP-UERJ fica na Rua da Matriz, 82 – Botafogo.

    *Faremos também uma transmissão ao vivo em nossa página do Facebook, durante o evento.

  • setembro 17, 2018

    [EVENTO] EU’S CONTRIBUTION TO THE CONCEPT OF GLOBAL JUSTICE AND THE BRAZILIAN PERSPECTIVE

    No dia 24/09/2018, será realizado, no IESP-UERJ, o Seminário EU’s contribution to the concept of global justice and the Brazilian perspective. O evento será aberto ao público e começa as 9:30h e é uma parceria do IESP-UERJ com o GLOBUS. O endereço do IESP é Rua da Matriz, 82 – Botafogo, Rio de Janeiro.

  • agosto 7, 2018

    [PRÊMIO] COORDENADORES DO LATITUDE SUL RECEBEM PRÊMIO NA ABCP


    As coordenadoras do OPSAe do Latitude Sul, Leticia Pinheiro e Maria Regina Soares de Lima, juntamente com Carlos R. S. Milani, todos professores do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ, ganharam o Prêmio Olavo Brasil de Lima Júnior 2018, pelo artigo “Brazil’s foreign policy and the graduation dilema”, publicado em 2017 pela revista International Affairs.

  • agosto 6, 2018

    Participação do OPSA no Encontro da ABCP 2018

    O recente encontro da Associação Brasileira de Ciência Política ABCP, realizado em Curitiba, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2018, contou com intensa participação das pesquisadoras (e de ex-pesquisadores) do OPSA.

    Dentre as principais atividades, houve a realização da mesa “Auge e Crise do Ciclo Progressista da América do Sul”, que foi coordenada pela Profª Leticia Pinheiros (Coordenadora do Opsa) e contou com a participação dos ex-pesquisadores OPSA Clayton Mendonça Cunha Filho e
    Fidel Flores. A mesa também celebrou os 15 anos de criação do OPSA.

    Durante o evento, as pesquisadoras OPSA Marianna Albuquerque e Fernanda Nanci apresentaram seus artigos “Microlateralismo e coalizações no conselho de segurança das nações unidas: soft balancing como uma estratégia pragmática para membros não permanentes” e “Política Externa e defesa em perspectiva comparada: os casos do Brasil e da Colômbia”, respectivamente.

    Além disso, Carlos R. S. Milani e as coordenadoras do OPSA Leticia Pinheiro e Maria Regina Soares de Lima ganharam o Prêmio Olavo Brasil de Lima Júnior 2018 (primeiro lugar), pela publicação do artigo “Brazil’s foreign policy and the graduation dilema”. O artigo foi publicado em 2017 pela revista International Affairs (Reino Unido).

  • julho 18, 2018

    CONVOCATÓRIA: I ENCONTRO DO GRUPO DE INVESTIGAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA ALACIP

    Está aberta a convocatória para o I Encontro do Grupo de Investigação em Relações Internacionais da ALACIP, a ser realizado nos dias 12 e 13 de novembro de 2018, no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP).

    O prazo para a apresentação de propostas é 20/08/2018. Mais informações na convocatória oficial.

  • maio 23, 2018

    ANA SAGGIORO NO IESP-UERJ

    O IESP-UERJ convida a todos para a palestra “Economia Política das Relações Sul-Sul: Um estudo comparativo dos acordos de proteção de investimentos dos BRICS na África e na América Latina”, a ser ministrada pela professora Ana Saggioro (UFRRJ) no dia 08/06/2018 as 14 horas na Rua da Matriz, 82 – Botafogo, RJ.

  • maio 10, 2018

    “Política Externa e Eleições” por Maria Regina Soares de Lima

    A coordenadora do OPSA, Maria Regina Soares de Lima, publicou o primeiro texto, sob o título de “Política Externa e Eleições”, como parte do projeto IESP nas Eleições. Confira abaixa o texto na íntegra:

     

    Política Externa e Eleições

     

    Maria Regina Soares de Lima
    IESP/UERJ
    Coordenadora do OPSA

    Tem sido comum no imaginário popular a ideia de que a política externa é uma política de Estado, distante dos partidos e acima das diferenças político-partidárias que dividem a sociedade brasileira. Nesta narrativa, alimentada pelos próprios diplomatas e por parte da academia brasileira, temas de política externa estariam ausentes do debate eleitoral, na medida em que sendo uma política de Estado e não de governo a política externa exibiria relativa continuidade de suas orientações com mudanças marginais em função de eventos externos. Tal narrativa diplomática e acadêmica está ancorada na contribuição da política externa à construção do território brasileiro desde a independência. Ao contrário do que ocorreu na formação dos Estados europeus, por exemplo, no nosso caso, a guerra não foi o instrumento de conformação histórica do território nacional, mas, sim, a diplomacia. A delimitação das fronteiras com os nossos vizinhos foi fruto da ocupação de fato do território, que vinha ocorrendo desde o período colonial, e sua posterior confirmação por via da cartografia portuguesa e da negociação conduzida pelos diplomatas brasileiros depois da Independência. Nesta tarefa, os últimos foram muito bem sucedidos garantindo, por arbitragem internacional, praticamente todas as pretensões territoriais brasileiras. O coroamento desta tarefa, no início do século XX, foi obra do Barão do Rio Branco, alçado à condição de fundador da moderna diplomacia brasileira.

    Na verdade, os dissensos dentro do Itamaraty ocorriam desde os tempos do Barão. A consideração da política externa como estando acima da política e dos partidos não resiste à observação da história brasileira – em especial, nos momentos de pleno funcionamento da democracia. Desta forma, nas décadas de 1950 e 1960, quando a política brasileira se organizava em torno da disputa entre duas coalizões distintas, a liberal-conservadora e a nacional-desenvolvimentista, os temas de política externa estavam plenamente inseridos na competição partidária. O alinhamento incondicional aos EUA e a defesa dos valores liberais ocidentais na disputa bipolar da Guerra Fria davam sustentação às orientações propugnadas pela coalizão conservadora. Ao contrário, a “política externa independente”, apoiada pela coalizão nacional-desenvolvimentista, defendia uma política de solidariedade com o Terceiro Mundo, a integração regional, a descolonização e o estreitamento dos laços com a jovens nações africanas. A questão cubana foi talvez um dos temas mais polêmicos nos anos 60 em que o Brasil, em sintonia com o México, se opôs à decisão dos EUA de suspender aquele país da Organização dos Estados Americanos, OEA, o que de fato acabou acontecendo.

    O fim do regime civil-militar e a redemocratização no final dos anos 80 coincidiram com o fim da Guerra Fria e as profundas transformações que se sucederam no sistema internacional. O aprofundamento do processo de globalização e a crescente internacionalização da sociedade brasileira contribuíram para diluir as diferenças entre questões externas e internas, além de ampliar a agenda de temas simultaneamente domésticos e internacionais, aumentando também o envolvimento de agentes da burocracia, nacional e subnacional, e da sociedade civil com estas questões. A realização de um plebiscito nacional, sobre a eventual adesão do Brasil à proposta norte-americana de constituição de uma Área de Livre Comércio das Américas, ALCA, sinalizou de modo eloquente a capacidade de assuntos de política externa mobilizarem setores da sociedade civil. Realizado em setembro de 2002, no mesmo ano das eleições gerais no país, foi organizado por diversas organizações da sociedade civil, como CNBB, MST, CUT e sindicatos de trabalhadores, partidos políticos, entidades do movimento social e estudantes. Participaram da votação do plebiscito mais de 10 milhões de pessoas, equivalente a 8,8% do eleitorado brasileiro. A condenação à participação do Brasil no bloco econômico liderado pelos EUA foi praticamente unânime (98,33%), assim como a manifestação contrária ao acordo entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos que permitiria o uso da Base de Alcântara, no Maranhão, por militares norte-americanos.

    Nos anos 90, a adesão brasileira às políticas de privatização, liberalização comercial, desregulamentação e redução do papel do Estado reconstituiu a clivagem entre as duas principais coalizões em pugna pela liderança do desenvolvimento capitalista brasileiro desde os anos 50. Denominadas pelos estudiosos como neoliberal conservadora/dependente e social-desenvolvimentista, respectivamente, estas discordavam com respeito às mesmas questões prévias relativas a inserção internacional do país, sua política externa e seu modelo de desenvolvimento. Durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e dos governos do PT (2003-2016), os temas de política externa se constituíram em objeto de crítica recíproca entre a coalizão liderada pelo PSDB e aquela liderada pelo PT. A explicitação de orientações distintas de política externa entre as duas coalizões foi claramente evidenciada nos debates eleitorais prévios às duas eleições de Dilma Rousseff em 2010 e em 2014. Os neoliberais conservadores criticavam os alegados elementos “bolivarianos” da política externa dos governos do PT, a ênfase na cooperação Sul-Sul e um excessivo apego a uma concepção ultrapassada da integração regional. Defendiam, por outro lado, a flexibilização das normas do MERCOSUL e a adesão aos acordos de livre-comércio. Ao contrário, os sociais-desenvolvimentistas defendiam o legado da política externa “altiva e ativa” do período Lula-Amorim, o aprofundamento da integração regional e da cooperação com os países do Sul, o aumento do poder decisório dos países em desenvolvimento no Banco Mundial e no FMI, bem como a importância da participação brasileira em coalizões de geometria variável, como os BRICS, vistas como alternativas potenciais ao monopólio de fato dos EUA e da Europa Ocidental nas instâncias de governança global.

    Não se propõe aqui que temas de política externa terão a mesma capacidade de mobilização da opinião pública que questões domésticas como segurança pública, violência urbana, desemprego, saúde e educação deverão ter, por exemplo, no próximo debate eleitoral. Contudo, são inúmeros os desafios internacionais que se apresentam ao Brasil no curto e médio prazos. Para citar alguns deles: as consequências da política de “America First”, do presidente Trump; o papel dos EUA num contexto de consolidação do poder chinês, cujos interesses na América Latina não cessam de crescer; as decisões em matéria de política comercial externa, os acordos de investimento e suas repercussões no modelo de desenvolvimento nacional; o robustecimento das capacidades geopolíticas russas; as transformações políticas em curso na América do Sul; o eventual agravamento da situação político-econômica da Venezuela; o aumento do fluxo de migrantes e refugiados para as cidades fronteiriças brasileiras, majoritariamente tentando escapar de situações de penúria extrema em seus países de origem; a construção da paz na Colômbia e seus efeitos sobre a região; a participação brasileira em Operações de Paz das Nações Unidas, num contexto de aumento do componente coercitivo local destas operações e as implicações para a política brasileira de segurança pública. As respostas da política externa a estes desafios dependerão, em grande parte, dos resultados das próximas eleições em outubro.

    Na foto San Tiago Dantas, chanceler entre 1961 e 1962. Foi um dos idealizadores da “política externa independente”. Fonte: Arquivo Nacional

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